Brasil e Estados Unidos divulgaram os dados de inflação referentes ao mês de abril em um cenário marcado pelas incertezas econômicas geradas pela guerra no Oriente Médio. O impacto do conflito segue pressionando preços de combustíveis, alimentos e serviços nos dois países.
No Brasil, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou alta de 0,67% em abril, desacelerando em relação aos 0,88% observados em março. Mesmo assim, o índice acumulado em 12 meses chegou a 4,39%.
Combustíveis e alimentos pressionam preços
Economistas apontam que os principais fatores de pressão inflacionária continuam sendo os combustíveis e os alimentos, afetados tanto pelo cenário internacional quanto por questões climáticas.
Entre os itens que mais pesaram no bolso dos consumidores estão:
- Gasolina
- Medicamentos
- Carnes
- Ovos
- Leite
- Produtos in natura
Analistas também alertam para possíveis impactos futuros do fenômeno El Niño sobre alimentos e energia elétrica.
Cenário internacional
Nos Estados Unidos, o mercado acompanha os dados de inflação com atenção devido ao risco de manutenção dos juros elevados pelo Federal Reserve (Fed).
Especialistas avaliam que o conflito no Oriente Médio, especialmente as tensões envolvendo petróleo e transporte marítimo, segue influenciando os preços globais e ampliando as incertezas econômicas.
Mercado segue em alerta
O mercado financeiro brasileiro revisou para cima as projeções de inflação para 2026 pela nona semana consecutiva, segundo o boletim Focus do Banco Central.
A expectativa é que bancos centrais mantenham cautela nas decisões sobre juros enquanto os efeitos da guerra continuam afetando a economia mundial.
Por: Oliveira
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